De Opará para Velho Chico

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Foto: Victor Flores – Dezembro de 2017

A história de sofrimento de um Velho que já mudou até de nome, mas há anos é fonte de vida, sustento e riqueza para gerações.

Há mais de 500 anos o Rio Opará tinha grande parte da sua extensão ocupada pelos índios Xacriabás, na Bahia eles também eram chamados de Acroás. Defendiam fielmente as margens do rio, que traduzindo seria algo como Rio-Mar. Tinham que lutar pelo espaço, afinal, seu sustento e tudo que conseguiam era graças a essa imensidão d’água!

Em 1501, um navegador – Florentino – chegou em sua foz e foi logo mudando o nome. No dia 4 de outubro do mesmo ano, o Rio Opará começa a ser chamado de Rio São Francisco em homenagem a São Francisco de Assis.

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A expedição comandada por Americo Vespúcio navegava pela foz, pois para adentrar a mata, a caatinga, teria que enfrentar os índios defensores do Rio. Após 35 anos adentraram e fundaram no portal do sertão a cidade de Penedo.

Começa então a história de sofrimento de um Velho, que mata a sede e fome de todos sem distinção de etnias, cor ou religião. É cortado, mutilado, soterrado, tem suas terras invadidas e mesmo assim leva qualidade de vida e esperança para outras regiões. Na sua sabedoria ancestral vibra a cada organismo vivo que nele se desenvolve. Leva em sua correria sustento, riqueza e esperança. Mas, não recebe nada em troca a não ser restos, rejeitos e esgoto para saciar a sede.

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Um verdadeiro Santo Brasileiro, que passou de Opará para Rio São Francisco, e hoje, carinhosamente Velho Chico. São muitas histórias de expedições e de exploração que começaram em 1553 e até hoje continua a explorar o velhinho que luta para respirar.

Tenho uma relação pessoal com ele, que começou na minha infância, e como me adotou nos meus 12 anos, hoje tenho a missão de cuidar como um bom filho do Velho Chico. E assim começa uma nova história na minha vida, antes e depois do Projeto Orla Nossa, projeto de revitalização do Rio São Francisco em Petrolina-PE que tive a alegria de desenvolver e venho coordenando através da Agência Municipal de Meio Ambiente e Prefeitura de Petrolina com muitos parceiros. E assim contribuir para que a mensagem de socorro do Velho Chico chegue a outras cidades ribeirinhas, e poder ver o nosso Chico correndo saudável novamente.

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